Mártires em Defesa do Matrimônio Católico

Do livro Remaining in The Truth of Christ:

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“O caso mais famoso é o do rei da Inglaterra, Henrique VIII, que desejava a anulação de seu indubitavelmente válido casamento com Catarina de Aragão, de forma a poder se casar com a dama-de-honra Ana Bolena. Para conseguir isso, ele exigiu, em 1534, o assentimento de bispos, clérigos e súditos a seu chamado Ato de Supremacia, pelo qual ele se declarou o chefe supremo da Igreja da Inglaterra, de modo a sair da jurisdição do Papa, que não podia atender seu pedido.

“Ao mesmo tempo que quase todo o alto clero se submeteu ao rei, houve resistência do bispo [São] João Fisher de Rochester, que tinha sido vice-reitor da Universidade de Cambridge; de [São] Tomás More, que renunciou ao cargo de chanceler do reino devido ao assunto; dos Cartuchos de Londres; dos frades Franciscanos Observantes; e de algumas famílias de nobres. Fisher, More e os Cartuchos de Londres logo sentiram a vingança do rei. Depois de julgamentos espetaculares, cujos veredictos já haviam sido decididos antes de começarem, eles sofreram martírio. As outras testemunhas fiéis sofreram perseguição violenta, que custou a não poucos a vida, e a muitos deles a perda de suas propriedades.

“Nesse contexto, a posição do Papa Clemente VII foi admirável. Sem se importar com a forte pressão política, e com o perigo do cisma da Inglaterra da Igreja Católica, ele insistiu na validade e portanto na indissolubilidade do casamento entre Henrique e Catarina. Para não se precipitar, ele tentou por meio de alguma hesitação, de iniciativas diplomáticas, de procedimentos formais — alguns podem chamá-los evasivas — dar a Henrique tempo para refletir e arrepender-se, mas isso foi inútil. Mesmo a ameaça da separação da Inglaterra da unidade da Igreja não foi suficiente para abalar o Papa.

“Foi um momento de glória na história do papado quando Clemente VII, apesar das consequências, defendeu as verdades da fé e respondeu às ordens do rei com seu famoso ‘non possumus’ (não podemos).”

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(Cardeal Brandmüller, “Unity and Indissolubility of Marriage: From the Middle Ages to the Council of Trent”, trecho final do artigo contra adultério e divórcio)

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