Se Eu Fosse O Diabo

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Autor: Paul Harvey, 1965
Tradução: André Carezia
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Se eu fosse o diabo… se eu fosse o príncipe das trevas, eu iria querer mergulhar o mundo inteiro na escuridão, ser dono de um terço de suas terras e mandar em quatro quintos de sua população, mas não ficaria feliz enquanto não tivesse me apropriado da maçã mais madura da árvore: Tu.

Assim, eu iniciaria pelo que fosse necessário para assumir o controle dos Estados Unidos. Subverteria primeiro as igrejas. Começaria com uma campanha de sussurros. Com a sabedoria de uma serpente, sussurraria a ti como sussurrei a Eva: ‘Faze o que te agrada.’

Aos jovens, eu sussurraria que a Bíblia é um mito. Eu os convenceria de que o homem criou Deus, e não o inverso. Contaria um segredo: o que mau é bom, e o que é bom é ‘quadrado’.

Aos velhos, eu ensinaria a rezar comigo: ‘Pai Nosso, que estais em Washington.’

Então eu iria para as coisas organizadas. Educaria os autores para tornar excitante a literatura sinistra, de modo a fazer todo o resto parecer tedioso e pouco interessante. Ameaçaria a TV com filmes mais sujos, e vice-versa. Venderia drogas para quem eu pudesse. Venderia álcool para senhoras e senhores ilustres. Doparia o resto com pílulas.

Se eu fosse o diabo, logo as famílias entrariam em guerra com elas mesmas, as igrejas entrariam em guerra com elas mesmas, e nações entrariam em guerra com elas mesmas, até que se consumissem uma a uma. E, com promessas de maiores audiências, eu hipnotizaria a mídia para que atiçassem as chamas.

Se eu fosse o diabo, encorajaria as escolas a refinar os jovens intelectos mas a negligenciar a disciplina das emoções – que estas corram soltas – até que, sem perceber, tu tivesses que botar cães farejadores e detectores de metal em cada porta de escola.

Em uma década, as prisões estariam lotadas, e os juízes promoveriam a pornografia. Em pouco tempo eu poderia expulsar Deus dos tribunais, depois da escola, e então do Congresso. E em Suas próprias igrejas eu trocaria a religião pela psicologia, e endeusaria a ciência. Eu colocaria iscas para atrair padres e pastores, para que abusassem de meninos, de meninas e do dinheiro da igreja.

Se eu fosse o diabo, o símbolo da Páscoa seria um ovo; o símbolo do Natal, uma garrafa.

Se eu fosse o diabo, tiraria daqueles que têm para dar àqueles que querem, até que eu tivesse arruinado todo o incentivo dos arrojados. Queres apostar que eu faria estados inteiros promoverem a jogatina como modo de enriquecer?

Eu colocaria advertências contra os extremos: no trabalho duro, no patriotismo, na conduta moral.

Convenceria os jovens de que o casamento é antiquado, de que a troca de casais é mais divertida, de que o que se vê na TV é o caminho a seguir. E assim eu poderia despir-te em público, e poderia atrair-te para a cama com doenças que não têm cura.

Em outras palavras, se eu fosse o diabo, eu simplesmente continuaria fazendo exatamente o que ele está fazendo.

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