Um país de bebês desamparados

Texto muito bom de Flávio Quintela.

O blog de Flavio Quintela

Estou traduzindo uma obra essencial* para a compreensão do fenômeno moderno dos estados-babás, esses monstros gigantescos que se intrometem cada vez mais na vida das pessoas, tentando tirar toda a sua liberdade e autonomia, regulando coisas simples e cotidianas que nem mesmo uma criança precisaria que fossem reguladas. O exemplo mais recente disso foi a aprovação, na assembléia legislativa do Espírito Santo, de uma lei que proíbe os restaurantes de deixar saleiros sobre as mesas, sob a alegação tácita de quenanny-state as pessoas não são capazes de decidir por si mesmas se devem ou não comer alguma coisa, dado que esta coisa tenha algum potencial de lhes fazer mal. A lei começa a valer em julho, e prevê multa de até mil e trezentos reais, de acordo com reportagem do G1.

Mas por que assistimos a esse tipo de intervenção em nossas vidas? Por que nossos políticos nos “presenteiam” com leis absurdas…

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Álvaro Dias e sua banana aos eleitores

Flavio Quintela detona o traidor (mais um) Alvaro Dias. Fora PT! Fora Alvaro Dias!

O blog de Flavio Quintela

Imagine a seguinte situação: você contrata um arquiteto para projetar sua casa, e escolhe aquele determinado profissional porque já viu suas outras obras, gostou do seu estilo e confia em seu trabalho. Depois das conversas iniciais, ele apresenta o projeto para você, e é tudo muito bonito. Animado e já ansioso pelo resultado final, você o aprova, e a construção começa. Um certo dia você resolve visitar a obra, como costuma fazer rotineiramente, e vê que o arquiteto colocou uma pilastra enorme e vermelha no meio da sala. Você pergunta o porquê daquilo, mas só obtém como resposta evasivas do tipo “confie em mim” e “esta é uma ótima pilastra, vai dar sustentação ao teto da sala”. De nada adianta levar o engenheiro civil, que considera a pilastra inútil, justificando que o teto da sala já está sustentado por todo um sistema de vigas e lajes, e nem argumentar que aquilo…

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Perdeu, PT

O blog de Flavio Quintela

Artigo publicado no jornal O Coyote, edição de março/abril de 2015, página 6.

Quando se diz a palavra vida, algumas coisas costumam vir à mente: movimento, dinamismo, mudança constante. Algo que não combina muito com a vida é a estagnação. Temos uma certa repulsa por ela, pois o que está parado, acomodado, imóvel, parece não combinar com a dinâmica que esperamos viver. E é fato que os que se acomodam vão morrendo lentamente, qualquer que seja o foco da acomodação. Se nos acomodamos no emprego, acabamos ficando para trás e, eventualmente, trocados por alguém mais dinâmico. Se nos acomodamos em nosso casamento, as coisas ficam sem graça, o relacionamento vai murchando, e corremos o risco de passar por uma separação ou divórcio. Se nos acomodamos em nosso físico, o corpo vai engordando, ficando lento, os músculos ficam flácidos, e tudo se torna mais difícil.

No âmbito governamental a acomodação também tem…

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Repensando o Dia da “Consciência Negra”

Paulo Cruz é negro, tem a mente sã, deseja compreender as coisas como elas são, e defende o mérito e o crescimento intelectual das pessoas.

Esperando as Musas

Repensando o Dia da “Consciência Negra”

Crítica e sugestões

Quando o mês de novembro desponta, além da espantosa sensação de que o Natal está chegando, minha caixa de e-mails é tomada por mensagens sobre o famigerado “Dia da Consciência Negra”. São programações e mais programações girando em torno do tema; todas repetindo mais e mais dos mesmos jargões; e todos os anos me faço a mesma pergunta: Consciência do quê? E se pensarmos por cinco minutos no assunto, outra pergunta rapidamente nos virá à mente – a não ser que uma alienação militante já nos tenha paralisado o pensamento: consciência tem cor?

A bem da verdade, essas questões de raça – uma invenção das mais funestas – já deveriam há muito ter sido superadas. Como dizia o velho Aristóteles:

 Dado que as coisas são em parte forma e em parte matéria, as contrariedades relativas à forma produzem diferença…

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